Incredulidade

•Junho 8, 2009 • Deixe um comentário

Ontem à noite, estava conversando com uma amiga e ela comentou que havia assistido em um programa dominical, uma senhora que 60 anos depois pediu para reencontrar um ex-namorado. Disse que ainda era apaixonada.

Naquele momento veio a definição mais desanimadora e desabonadora que me passaram da paixão. Que segundo alguns cientistas, a paixão seria como uma doença. Ficaria encubada, apresentaria os sintomas e então, como num passe de mágica, o enfermo se curaria. Anticorpos? Não sei dizer. Mas acabou-se todo o glamour. Talvez eu não me esqueça pois quem me lembrou esta definição foi uma garota, no início do nosso relacionamento, há alguns anos. E, como a regra, o relacionamento não passou de 90 dias, o prazo, desta febre, como já foi traduzida por poetas.

Já provaram que o organismo (seria o cérebro?) das pessoas apaixonadas apresentaria uma maior quantidade de determinado hormônio. Provavelmente a oxitocina, mas não estou com paciência para pesquisar.

Mas voltando ao casal da história, eu fiquei inconformado. Como alguém se separa de outra e, 6 décadas depois, se diz apaixonado? É possível viver assim? E a felicidade, onde foi parar?

Meu propósito hoje é ser feliz. Saindo com meus amigos, rindo, conhecendo pessoas novas, planejando. Acho que ter alguém comigo é parte da felicidade, e para isso, eu devo ser apaixonado por ela, e amá-la, e também, ser amigo dela. Como, após 6 décadas longe, depois de constituir suas próprias famílias (ok, suponho que tenham família, não assisti), as pessoas vão se amar?

Na semana do Dia dos Namorados, esse tipo de coisa deveria ser proibida. Acho que sou até a favor de determinada censura, a que vai proteger a sociedade de certas coisas que não agregam nada. Ao contrário, trazem uma falsa ilusão.

Ainda bem que essa é a minha opinião. Quem sabe alguém não me convence do contrário.

Amar não é só dizer “eu te amo”. Amar existe em diversas condições. Desde o platônico, ao não correspondido, passando pela paixão fugaz, e o relacionamento que não encontramos mais, a não ser entre alguns avós.

Espero que um dia eu escreva tudo ao contrário, dizendo que errei ao postar este texto.

pH = 5,0

Ontem a noite, estava conversando com uma amiga e ela comentou que havia visto uma senhora que 60 anos depois pediu para reencontrar um ex-namorado. Disse que ainda era apaixonada.

Naquele momento veio a definição mais desanimadora e desabonadora que me passaram da paixão. Que segundo alguns cientistas, a paixão seria como uma doença. Ficaria encubada, apresentaria os sintomas e então, como num passe de mágica, o enfermo se curaria. Anticorpos? Não sei dizer. Mas acabou-se todo o glamour.

Já provaram que o organismo (seria o cérebro?) das pessoas apaixonadas apresentaria uma maior quantidade de determinado hormônio. Provavelmente a oxitocina, mas não estou com paciência para pesquisar.

Mas voltando ao casal da história, eu fiquei inconformado. Como alguém se separa de outra e, 6 décadas depois, se diz apaixonado? É possível viver assim? E a felicidade, onde foi parar?

Meu propósito hoje é ser feliz. Saindo com meus amigos, rindo, conhecendo pessoas novas, planejando. Acho que ter alguém comigo é parte da felicidade, e para isso, eu devo ser apaixonado por ela, e amá-la, e também, ser amigo dela. Como, após 6 décadas longe, depois de constituir suas próprias famílias (ok, suponho que tenham família, não assisti), as pessoas vão se amar?

Na semana do Dia dos Namorados, esse tipo de coisa deveria ser proibida. Acho que sou até a favor de determinada censura, a que vai proteger a sociedade de determinadas coisas que não agregam nada.

Ainda bem que essa é a minha opinião. Quem sabe alguém não me convence do contrário.

Amar não é só dizer “eu te amo”. Amar existe em diversas condições. Desde o platônico, ao não correspondido, passando pela paixão fugaz, e o relacionamento que não encontramos mais, a não ser entre alguns avós.

Espero que um dia eu escreva tudo ao contrário, dizendo que errei ao postar este texto.

pH = 5,0

Sad Song – Hooverphonic

•Maio 12, 2009 • Deixe um comentário

Now it’s time to move to the next level
Sore wet eyes that look at the devil
Tell me please that it’s time to leave

On the train I lost my intelligence
Found my love with good intentions
Tell me please that it’s time to leave

(chorus)
I recorded the sound of your heart
I recorded the sound of your eyes
And I converted them into this sad song
That modulated these mysterious lights

(Author: Callier)