2010…
Este ano foi o que mais experimentei.
Começou com um reveillon na praia, pular sete ondas e depois minha primeira viagem dirigindo para Poços de Caldas, a mais longa que já fiz.
Estes experimentos foram feitos com a minha ex-namorada. Aliás, por conta do fim do namoro, passei a fazer terapia. Foi o pontapé inicial para criar coragem de fazer algo que posterguei por muito tempo.
Daí, com isso tudo, resolvi me dedicar à minha vida profissional, que também mudou. Experimentei mudar de emprego.
Experimentei fazer um curso de improviso, depois de ter experimentado assistir Jogando no Quintal.
Depois disso, experimentei a adrenalina, experimentei superar meus limites, e em agosto, saltei de paraquedas.
Experimentei a desilusão pouco depois.
Experimentei a perda de uma ente querida.
Experimentei voltar a ler quadrinhos.
Experimentei as séries de tv, do começo ou de cabo a rabo.
Experimentei a indiferença e ser ignorado.
Experimentei a alegria dos meus amigos, que estiveram presentes o ano inteiro. Com eles experimentei churrascos, feijoadas, risadas e karaokes. Experimentei ser padrinho de casamento e convidado que tomou porre.
Experimentei conversar com pessoas estranhas e ir sozinho para lugares com outras pessoas que não conhecia e enfrentar a timidez.
Experimentei shows e me dei ao luxo de freqüentar as áreas VIP. Estava presente no primeiro do Snow Patrol no Brasil, vi Jay Kay e seu cocar do Jamiroquai de perto. O tango eletrônico do Gotan Project sentado na primeira fila. Vibrei com o David Guetta e o Black Eyed Peas e penei para garantir um ingresso para o primeiro show do U2 em 2011.
Experimentei beijar uma européia e surpreendê-la.
Experimentei participar do fim de uma jornada escolar da minha irmã caçula, que acompanhei do primeiro ao último ano da escola.
Experimentei a vida sem me preocupar, respeitando os limites e o bom senso.
Experimento abrir os braços para 2011. Experimento pedir a sua companhia. Experimento o inesperado.
pH = 8,5

