Memórias Indeléveis
Não sei, mas eventualmente tenho alguns momentos de saudosismo.
Não raro de quando era criança, quando ainda ficava em casa brincando, minha preocupação era meus carrinhos, videogames, festinhas e passear aos finais de semana.
Mas mesmo aquela época eu já tinha “problemas de relacionamento”. Sempre “gostei” de alguém, e nunca soube de alguém que “gostava” de mim.
Foram-se as décadas (o.k. 2,5, mas foram!), e cá estou eu novamente. Lembrando dessas coisas, tudo porque ontem eu comecei a assistir ao meu filme predileto, e antes de vir trabalhar li uma carta que talvez tenha sido a carta mais sincera que recebi na vida.
O teor pode não ser uma coisa boa, acho que são poucas as pessoas que se alegram ao serem dispensadas, mas eu lembrei dos sentimentos bons, do companheirismo, da amizade e da cumplicidade.
Mas me senti vivo, me senti feliz por ter passado por aquilo e continuar próximo àquela mulher, porque apesar de ter feito alguma coisa que a irritasse, foi algo tosco, mas sincero, e não foi para magoar.
Sei lá, segue a vida, segue o jogo.
É bom lembrar de pessoas que nos fazem bem.
pH= 8,0

Nossa, Dé, eu era igualzinha à você… gostava de pessoas e nunca sabia se elas gostavam de mim, que engraçado, né? E hoje em dia quem gosta de mim não fala mais comigo e está longe, e quem até semana passada estava perto e eu adorava tirou meu chão e foi-se. Coisas da vida…